EDUCAÇÃO MULTIDISCIPLINAR

Defendemos uma política educacional multidisciplinar integrando os conhecimentos científico, artístico, desportivo e técnico-profissional, capaz de identificar habilidade, talento, potencial e vocação. A Educação é uma bússola que orienta o caminho, minimiza dúvidas, reduz preocupações e fortalece a capacidade de conquistar oportunidades e autonomia, exercer cidadania e civismo e propiciar convivência social com qualidade, dignidade e segurança. O sucesso depende da autoridade da direção, do valor dado ao professor, do comprometimento da comunidade escolar e das condições oferecidas pelos gestores.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

PROFESSORAS SÃO AGREDIDAS POR MÃE


Professoras são agredidas por mãe esquizofrênica em São José, na Grande Florianópolis. Por causa da doença, a mulher não foi presa; servidoras estão com medo. Roberta Kremer - DIARIO CATARINENSE, 16/08/2011 | 13h03min

Uma professora e uma orientadora do Centro Educacional Municipal Santa Ana, no Bairro Colônia Santana, em São José, na Grande Florianópolis, foram agredidas por uma mãe de aluno, na manhã desta terça-feira. A mulher, de 28 anos, foi chamada para comparecer na instituição porque a filha de nove anos faltava com frequência. Ao chegar na escola, a agressora entrou na sala de aula e deu socos e chutes nas servidoras. Como sofre de distúrbios mentais, como esquizofrenia, não foi presa em flagrante.

A professora Karina Schmitt Lohn — filha do secretário de Educação de São Pedro de Alcântara, Carlinho Schmitt — disse que mandou bilhetes para a mãe da estudante do 5º ano porque não comparecia nos dias de provas. Recebeu respostas em tom ofensivo. então a escola convocou a mulher para comparecer com o marido na segunda-feira, mas não apareceram. Na manhã desta terça-feira a orientadora Elaine Derewalany ligou para a família da aluna perguntando quando os pais iriam conversar sobre a situação da filha na instituição.

— Nervosa, ela me disse: espera que eu vou aí e vocês vão saber o que é bom — conta Elaine.

Meia hora depois, por volta das 9h30min, a mulher foi a escola e pediu para falar com a professora. Quando Elaine foi chamar Karina, a agressora empurrou a orientadora, entrou na sala aos berros e derrubando carteiras. Deu socos na cabeça da professora e chutes pelo corpo. Elaine lembra que também recebeu um arranhão no rosto, quando foi conter a mãe com a ajuda de outro colega de trabalho.

Enquanto isso, as crianças, assustadas, fugiram e desceram os corredores chorando. Alguns alunos foram derrubados pela mulher em fúria, que foi encaminhada ao Instituto de Psiquiatria de São José, onde foi medicada e depois levada para casa.

Tanto a professora quanto a orientadora estão preocupadas em se depararem com a agressora na rua. Elas sabem que nada vai acontecer com a mulher. É o que a própria Polícia Militar (PM) afirma. O soldado Maurício Sebastião Rampi, que atendeu a ocorrência no posto da PM no bairro, disse que fez o boletim por lesão corporal, mas que a mãe está em tratamento psiquiátrico desde 2006 e, por isso, não responderia por seus atos.

— Ela teve uma crise compulsiva. O boletim será encaminhado para o Fórum. O máximo que vai ocorrer é uma medida protetiva proibindo a mulher de chegar perto das professoras e do colégio — observa Rampi.

O marido da agressora disse que já tinha pedido para a escola entrar em contato com ele e não com a mulher devido aos distúrbios. Mas a orientadora afirma que todos os bilhetes são assinados pela mãe e somente pouco antes da violência o pai tinha feito o alerta por telefone.

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