EDUCAÇÃO MULTIDISCIPLINAR

Defendemos uma política educacional multidisciplinar integrando os conhecimentos científico, artístico, desportivo e técnico-profissional, capaz de identificar habilidade, talento, potencial e vocação. A Educação é uma bússola que orienta o caminho, minimiza dúvidas, reduz preocupações e fortalece a capacidade de conquistar oportunidades e autonomia, exercer cidadania e civismo e propiciar convivência social com qualidade, dignidade e segurança. O sucesso depende da autoridade da direção, do valor dado ao professor, do comprometimento da comunidade escolar e das condições oferecidas pelos gestores.

sábado, 9 de abril de 2011

MORRERAM ONDE OS PAIS ENTREGAM OS FILHOS


CLÁUDIA LAITANO. Meninas do Brasil - ZERO HORA, 09 de abril de 2011

Não era para eu estar escrevendo sobre esse assunto. Em dois dias, não fui capaz de assimilar o choque das notícias da última quinta-feira, muito menos de esboçar algum pensamento suficientemente elaborado para valer a pena ser compartilhado. Perdão, leitores, mas esta coluna é uma confissão de incapacidade absoluta para transformar um soco no estômago em palavras.

Que reflexão tirar do ato extremo de uma pessoa desequilibrada? Falta de segurança nas escolas, excesso de armas em circulação, bullying, fanatismo religioso, sexo e culpa misturados... Foram muitas as abordagens da tragédia de Realengo nas últimas horas – algumas apressadas demais, outras irresponsáveis até, mas todas, de alguma forma, refletindo uma necessidade urgente de digerir em conjunto essa dor. Todas tentando entender algo que é, em essência, inabarcável por uma linha única de raciocínio. Porque ninguém entra em uma escola atirando em crianças por um, dois ou três motivos, mas por uma intrincada trama de desacertos em série. Wellington ficará tristemente célebre pela façanha macabra de ter conseguido, no Brasil da criminalidade endêmica, ser original. Por essa, ninguém esperava.

O que eu posso oferecer aqui é o relato pessoal de um dia que se arrastou mais lenta e pesadamente do que os outros. Minha filha de 12 anos, aluna de uma turma de sétima série, costuma chegar do colégio pouco antes da uma da tarde, quando estou no jornal trabalhando. Nunca almoçamos juntas, mas todos os dias ela me liga quando chega em casa – para contar que está feliz ou chateada por isso ou por aquilo ou apenas para dar um oi. Quando o telefone tocou, perto do horário de sempre, eu já estava ansiosa, soterrada de notícias desde cedo, e ela vendo as imagens de Realengo na TV pela primeira vez. Contei que já tinha chorado várias vezes naquele dia, pensando que as meninas mortas tinham mais ou menos a idade dela e nomes como “luisa”, “larissa”, “bianca”. Não sei o quanto ela conseguiu entender desse estranho fenômeno que faz com que tragédias com filhos da idade dos nossos nos afetem tão fortemente e de forma quase física. À noite, quando pude finalmente me aninhar no colo dela, ficou bem claro quem estava consolando quem.

No dia seguinte, a tragédia foi o grande assunto na escola, como não poderia deixar de ser. Minha filha me contou que a maioria dos colegas tinha narrado histórias muito parecidas com a nossa: mães sendo consoladas pelos filhos, repentinamente mais fortes e sensatos – talvez por ainda não terem construído totalmente a discreta forma de desespero que toma conta dos adultos quando eles percebem a fragilidade essencial de tudo que mais amam.

Mas esse massacre não comoveu apenas mães e pais ou avôs e avós, mas jornalistas, médicos, policiais, políticos – gente tristemente acostumada a lidar com fatos trágicos. Talvez porque aquelas crianças morreram no único lugar onde os pais entregam seus filhos todos os dias com o coração tranquilo, como se a escola fosse realmente uma extensão da casa. Mais do que o momento em que uma modalidade inédita de crime fez sua infeliz estreia no país, a última quinta-feira vai ser lembrada como o dia em que o Brasil chorou – não apenas as mortes das crianças do Realengo, mas a impossibilidade de proteger nossos filhos do imprevisível.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

PROJETO DE SEGURANÇA, CIVISMO E CIDADANIA PARA ESCOLAS

Este projeto foi publicado no blog do Policiamento Comunitário em 15/03/2011, com a finalidade de promover maior segurança dentro das Escolas através de um interação entre a comunidade escolar e a instituições responsáveis pela ordem pública. Devido à tragédia de Realengo, acho oportuno divulgar o projeto para que possa servir de modelo para quem quiser fazer uso dele.

http://policiamentocomunitario.blogspot.com/2011/03/projeto-comissao-de-seguranca-civismo-e.html

PROJETO COMISSÃO DE SEGURANÇA, CIVISMO E CIDADANIA PARA ESCOLAS

1. DADOS PARTICULARES

1.1. Escola:
1.2. Total de Alunos:
1.3. Total de Professores:
1.4. Total de funcionários:
1.5. Área construída e área total:
1.6. Endereço:
1.7. Telefones:
1.8. Diretora:
1.9. Fone:

2. OBJETIVOS

2.1. Objetivo Geral - Fomentar o relacionamento, a cidadania, o civismo e a prevenção das drogas e da violência na comunidade escolar.

2.2. Objetivos Específicos
2.2.1. Preparar, conscientizar e exercitar a cidadania e o civismo;
2.2.2. Preparar, conscientizar e mobilizar pela preservação da segurança pública;
2.2.3. Preparar e conscientizar sobre os malefícios das drogas lícitas e ilícitas;
2.2.4. Preparar e conscientizar sobre as relações interpessoais contra a violência;
2.2.5. Reivindicar ações educacionais, sociais e policiais permanentes e preventivas

3. JUSTIFICATIVA

O exercício da cidadania e do civismo, orientado para a defesa de direitos e obrigações e complementado pelo ensino, conscientizará e prepará a comunidade escolar, dentro e fora da escola, na prevenção de sinistros, violências e criminalidades.

4. PROPOSTAS

4.1. Promover Fórum de Palestras mensais - Visa educar a comunidade sobre temas que envolvam cidadania, sinistros, violência, drogas lícitas e ilícitas e segurança pública e privada.
4.1.1. Palestras sobre os aspectos da Violência nas Escolas
4.1.2. Palestras de medidas preventivas na Segurança Pública;
4.1.3. Palestras sobre o malefício das Drogas e Substâncias Entorpecentes;
4.1.4. Palestras sobre aspectos e efeitos da Voluntariedade e Solidariedade
4.1.5. Palestras sobre Direitos Humanos e Ambientais;
4.1.6. Palestras de orientação para conduta social e relacionamento interpessoal.

4.2. Mobilizar o Circulo de Pais e Mestres e Grêmio Estudantil para estimular a comunidade escolar a se organizar, detectar problemas e reivindicar segurança dentro e nas proximidades da Escola.
4.3. Criar o Comitê de Segurança, Civismo e Cidadania para organizar dentro do CPM e no Gremio, grupos para estudar, analisar, promover intercâmbios, mobilizar e propor soluções na prevenção às drogas e na segurança da Comunidade Escolar.
4.4. Agregar apoio para buscar apoio dos Poderes, Instituições e Organizações de todos os níveis, públicas e privadas, para os objetivos deste projeto.

5. CONCLUSÕES

5.1. O CPM deverá aprovar a criação do Comitê de Segurança, Civismo e Cidadania, liderar, fiscalizar e incentivar suas ações, e agregar esforços da comunidade escolar, entidades e órgãos públicos;
5.2. À Direção da Escola cabe a análise das propostas e o referendo das iniciativas do Comitê de Segurança e Cidadania;
5.3. Todas as palestras e iniciativas deverão ser oficializados pela Direção da Escola.

TERROR EM REALENGO - PSICOPATA, SOLITÁRIO E FASCINADO PELO 11/09


Solitário, calado e disposto a jogar um avião no Cristo. Primo depõe na polícia e revela temperamento de rapaz fascinado pelo 11 de Setembro - O DIA ONLINE, 08/04/2011

Rio - Um estudante tímido, mas disciplinado. Um cidadão calado, mas sem anotações na ficha criminal. Wellington jamais foi parar numa delegacia. Não brigava com ninguém. Mas seu comportamento introspectivo causava calafrios nos próprios parentes. Especialmente a partir de 11 de setembro de 2001. O ataque terrorista que deixou mais de 3.000 mortos nos EUA foi um marco na vida do assassino de Realengo. Pelo menos foi isso que afirmou seu primo L., em depoimento à Divisão de Homicídios (DH), ontem, ao qual O DIA teve acesso.

As declarações do primo, que viveu com Wellington na casa da Rua do Cacau, a 300 metros da escola, são impressionantes. Segundo ele, o assassino se dizia fundamentalista e falava em “jogar um avião no Cristo Redentor e até treinava com um jogo de computador que ensinava como pilotar um avião”.

L. contou ainda que Wellington trabalhou no almoxarifado de uma fábrica, na Freguesia, entre 2008 e 2010, quando pediu demissão. Depois, deixou a barba crescer até o peito. Há cinco dias, raspou tudo para não chamar a atenção ao entrar na escola.

Além da carta, o assassino deu outro sinal de premeditação. Na casa onde vivia em Sepetiba há oito meses, quebrou tudo e destruiu seu computador. Na região, vizinhos o chamavam de Bin Laden.

Wellington foi adotado pela avó de L., Dicea Menezes, já que a mãe biológica, Eliete, era esquizofrênica e não podia criá-lo. Em 2009, Dicea morreu. E Wellington passou a beber e fumar muito. O primo classificou Wellington como “um homem muito perigoso, e dizia para sua mãe que um dia ele faria algo de muito ruim”. L. estava certo. O dia muito ruim foi ontem, 7 de abril de 2011.

Na Internet o dia inteiro, sozinho

Em Sepetiba, Wellington morava na casa herdada do pai adotivo. Não falava com ninguém. Sempre comprava refrigerante e ovos numa mercearia. Jamais foi visto com mulheres. Na casa, a polícia achou 18 livros — dez bíblias. “Ele estava muito focado em islamismo e tinha deixado a barba crescer muito. Era estranho, ficava na Internet o dia inteiro lendo temas relacionados e era muito reservado”, disse a irmã adotiva dele à Band News.

A carta de Wellington tem semelhanças com a escrita por Mohammed Atta, terrorista da Al Qaeda que sequestrou e atirou um avião contra o World Trade Center, em Nova York, em 11 de setembro de 2001.

SEPULTAMENTO - “Quem for me sepultar deve fechar meus olhos e rezar para que eu suba aos céus. Deve me vestir com roupas novas e não me deixar enterrar com as roupas com que morri.”

RANCOR - “Ninguém que no passado não tenha se dado bem comigo deve me beijar, visitar ou se despedir de mim.”

PESSOAS IMPURAS - “Nem mulheres grávidas nem pessoas impuras devem se despedir de mim — eu não quero isso.”

PERDÃO - “Quem me velar deverá pensar em Alá e rezar para que eu esteja com os anjos.”

LUVAS - “Aquele que lavar meus genitais deverá usar luvas, para que eu não seja tocado naquela região”.

CARIDADE - “Os bens que deixo deverão ser divididos como Alá os distribuiu a nós: um terço para os necessitados e os pobres”.

Psicopata mata 12 estudantes em colégio municipal

Manhã de 7 de abril de 2011. São 8h20 de mais um dia que parecia tranquilo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste. Mas o psicopata que bate à porta da sala 4 do segundo andar está prestes a mudar a rotina de estudantes e professores, que festejam os 40 anos do colégio. Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, entra dizendo que vai dar palestra. Coloca a bolsa em cima da mesa da professora, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na História do Brasil. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos.

Transtornado, o assassino atacou alunos de duas turmas do 8º ano (1.801 e 1.802), antiga 7ª série. As cenas de terror só terminam com a chegada de três policiais militares. No momento em que remuniciava dois revólveres pela terceira vez, o assassino é surpreendido por um sargento antes de chegar ao terceiro andar da escola. O tiro de fuzil na barriga obriga Wellington a parar. No fim da subida, ele pega uma de suas armas e atira contra a própria cabeça.

Na escola, a situação é de caos. Enquanto crianças correm — algumas se arrastam, feridas —, moradores chegam para prestar socorro. PMs vasculham o prédio, pois havia a informação da presença de outro atirador. São mais cinco minutos de pânico e apreensão. Em seguida, começa o desespero e o horror das famílias.

A notícia se alastra pelo bairro. Parentes correm para a escola em busca de notícias. O motorista de uma Kombi para em solidariedade. Ele parte rumo ao Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro, com seis crianças na caçamba, quase todas com tiros na cabeça ou tórax.

Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na Internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de ‘brincadeiras’ humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.

A carta encontrada dentro da bolsa do assassino tenta explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de Realengo.

SARNEY COBRA MAIS POLICIAMENTO EM ESCOLAS

As informações são da Agência Brasil - O DIA ONLINE, 08/04/2011

Brasília - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AM), cobrou na manhã desta quinta-feira ações do governo para garantir a presença maior de forças policiais nas escolas, além da inclusão no currículo escolar da questão da segurança pública.

Sarney classificou de “terrorismo” o assassinato de crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. Pelo menos 15 alunos foram baleados por um homem que entrou atirando hoje em uma sala de aula.

“De certo modo, isso é um ato de terrorismo quando a gente procura atingir pessoas civis. O que não é da nossa tradição atos dessa natureza. Precisamos parar de uma vez com isso para que isso não floresça”, afirmou o presidente do Senado. José Sarney reassaltou que uma atitude dessa “choca profundamente” e gera uma insegurança nas crianças e nos pais.

PROFESSORA É AGREDIDA POR ALUNA.

ATAQUE A PROFESSORA. Escola protesta após agressão de aluna. Aulas foram suspensas em colégio da rede pública estadual na Capital - ZERO HORA 08/04/2011

A Escola Estadual Jerônimo de Albuquerque, no bairro Partenon, na Capital, fechou os portões ontem em protesto contra a agressão de uma aluna de 13 anos contra uma professora. O ataque ocorreu na tarde de quarta-feira, quando a docente, que é vice-diretora do turno da tarde da unidades de ensino, tentou apartar uma briga entre a estudante e um outro aluno.

A garota, que repete pela terceira vez a 5º ano do Ensino Fundamental, agredia um colega no pátio durante o intervalo quando a educadora, cujo nome foi preservado pela direção da escola, tentou intervir. Neste momento, a adolescente voltou-se contra a professora e a xingou. Na sequência, agarrou os cabelos dela e desferiu tapas contra o rosto. Ferida com um profundo arranhão no rosto, a docente só conseguiu escapar da fúria da estudante com a ajuda de colegas.

– Nós tivemos que nos agarrar na menina para tirá-la de cima dela. Ela estava totalmente transtornada. Se a gente não a tivesse contido, poderia ter ocorrido coisa pior – relatou a professora Maria Resplande Batista de Sá, que trabalha na escola.

Segundo Maria, que foi professora da aluna por dois anos, a garota apresenta uma extensa ficha de problemas.

– Ficamos todos abalados. Não imaginávamos que poderia atingir esse nível. Chegamos no nosso limite – lamentou ela.

Ontem, com os professores ainda traumatizados pela situação, a diretora da escola, Soraia Dornelles, resolveu suspender as aulas. A iniciativa teve o apoio dos outros docentes.

– É uma forma de protesto para que todos saibam o que está acontecendo. A família falha, o Estado falha e tudo desemboca na escola. Não aguentamos mais – reclamou Maria.

As aulas na Jerônimo de Albuquerque deverão ser retomadas hoje, após uma reunião convocada pela direção com pais, alunos e outros integrantes da comunidade escolar. O Cpers-Sindicato, que emitiu um nota de protesto, também participará do encontro.

O secretário estadual de Educação, Jose Clovis de Azevedo, lamentou o episódio e aponta a necessidade de a escola procurar as causas do fato e mediar os conflitos.

– É preciso voltar à normalidade, discutir o que aconteceu, procurar as causas. É um caso isolado, agressões deste tipo são uma coisa excepcionais e que não pode voltar a se repetir – disse Azevedo.


Casos recentes

- 23 de março de 2009 – A professora Gláucia Terezinha Souza da Silva, 25 anos, foi agredida por uma aluna de 15 anos, no Colégio Estadual Bahia, no bairro Boa Vista, em Porto Alegre. Gláucia teve traumatismo craniano. A aluna alegou ter sido ofendida pela educadora.

- 8 de março de 2009 – Um aluno de 17 anos, do 3º ano do Ensino Médio, agrediu a socos três funcionários do Colégio Estadual Marechal Rondon, em Canoas. Ele teria sido impedido de entrar na aula por ter passado do limite de atrasos. Entre os alvos das agressões estava a vice-diretora.

- 17 de março de 2010 – Um aluno de 10 anos agrediu uma professora de 50 anos na Escola Municipal Antonino Xavier, em Passo Fundo. Ela teria repreendido o menino ao vê-lo chutando outras crianças quando foi atingida por socos e tapas.

- 23 de novembro de 2010 – Um aluno do curso técnico em enfermagem de 23 anos feriu uma professora na Capital em razão de uma nota baixa. O rapaz quebrou dois braços da docente.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

ATIRADOR INVADE ESCOLA, FERE VÁRIOS ALUNOS E MATA 12 CRIANÇAS

VIOLÊNCIA. Ex-aluno armado invade escola municipal em Realengo e deixa mortos e feridos - 07/04/2011 às 10h46m. Fernanda Baldioti, Luiz Ernesto Magalhães, Paulo Roberto Araújo, Simone Candida e Waleska Borges - O Globo. CBN

RIO - Um ex-aluno invadiu, na manhã desta quinta-feira, a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, fez vários disparos, que teriam atingido pelo menos 30 alunos. Segundo o relações-públicas do Bombeiros, coronel Evandro Bezerra, treze pessoas morreram. O major Machado, comandante do 14º BPM (Bangu), afirmou que há ainda 22 feridos em estado grave apenas no Hospital Albert Schweitzer, a maioria baleada no tórax e na cabeça. O atirador seria Wellington Menezes de Oliveira. Ele foi baleado na perna e depois se matou. Segundo Fernandes, fiscal do Detro, que fazia uma operação na região, Wellington deixou uma carta explicando as razões do atentado. A carta ainda não foi divulgada.

O Detro estava fazendo uma operação de combate ao transporte clandestino, com três carros, nas proximidades. Os fiscais contavam com o apoio de policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária.

- Um garoto baleado no rosto chegou pedindo ajuda e contando que um cara entrou atirando na escola. Uma equipe socorreu o menino, e outras duas se dirigiram à escola. Chegando lá, o sargento Alves abordou o atirador, que estava no segundo andar, subindo para o terceiro. O policial deu um tiro na perna do criminoso e mandou ele se render. Em seguida, o homem deu um tiro na cabeça - disse Fernandes.

O prefeito Eduardo Paes está no local, e o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, e de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, estão a caminho. No Hospital Albert Schweitzer, foi montada uma sala para atender pais e parentes das vítimas que chegam em estado de choque.

O gari Dorival Porto Rafael, que se encontrava na escola no momento do tiroteio, contou que o homem armado entrou em uma sala da oitava série, onde cerca de 40 alunos assistiam à aula de português.

- Ele entrou na escola dizendo que daria uma palestra. Foi para uma sala da oitava série, que fica no primeiro andar, e sem falar nada tirou uma pistola da bolsa e começou a atirar. A polícia chegou, e ele tentou subir para o segundo andar, quando viu que estava cercado, deu um tiro na cabeça. Nenhum funcionário pode se aproximar, apenas a polícia está no local - contou em entrevista por telefone.

Uma multidão de pais e curiosos cerca a escola. A Rua General Bernadino de Matos, onde fica a unidade de ensino, está fechada. Há muito choro e desespero porque os familiares não têm informações sobre o que aconteceu. Durante a confusão, muitas crianças fugiram.

Maria do Carmos Pereira, que mora perto da escola, disse à GloboNews TV que ouviu muitos disparos:

- Foram muitos tiros. Não sei precisar quanto tempo, mas acho que uns cinco minutos. Há muitas ambulâncias e carros da polícia aqui - afirmou.

Outro vizinho, Marcelo Alves, disse que viu crianças com tiros na cabeça:

- Estava chegando em casa por volta de 8h10m e vi a confusão em frente à escola. Vi várias crianças, entre dez e 15, saindo baleadas. Pelo menos três eu vi que estavam com tiro na cabeça. Posso dizer que parecia que estavam mortas. E como a ambulância estava longe, as crianças estavam saindo nos braços dos pessoas e dos policiais. Muitos foram pro hospital no carro da polícia e em carros particulares - disse Marcelo Alves, segurança de 50 anos que mora a cerca de 100 metros da escola.

A doméstica Jane, de 50 anos, estava em casa a poucos metros da escola quando ouviu dezenas de desparo, por volta das 8h. Correu até a escola imediatamente. Muitos pais de alunos e policiais entravam na escola:

- Foi uma cena de horror. Vi pelo menos cinco crianças mortas e várias feridas. Eu mesmo carreguei o corpo de duas crianças mortas, com tiros na cabeça. O cara só deu tiro na cabeça, para matar. Eu vi um homem jovem, mulato, bem vestido até, que segundo as outras pessoas era o assassino. Ele estava na escada, com o rosto para o chão. Acho que estava tentando fugir para o segundo andar quando foi morto.

A Secretaria municipal de Educação ainda não se pronunciou sobre o caso, mas informou que representantes do órgão foram para a escola para apurar o ocorrido e tomar providências necessárias. A Secretaria de Segurança também não se pronunciou sobre o caso.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O Rodrigo Pimentel, especialista da Rede Globo disse na que a arma utilizada pelo bandido foi dois revolveres que foram remuniciados por speed, revelando técnica no manuseio da armas. As últimas notícias é que há 23 feridos e 12 mortas mais o assassino.

VALORIZAÇÃO - A RECEITA DE UM BOM PROFESSOR

A RECEITA DE UM BOM PROFESSOR - ZERO HORA 07/04/2011

FORMAÇÃO QUALIFICADA - Mais de 10% dos professores da rede pública do RS não têm curso superior. A Lei de Diretrizes e Bases exige que educadores do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio tenham graduação completa. No país, o percentual é de 17%.

AMBIENTE ESTIMULANTE - Países como Alemanha, Estados Unidos, Japão e Finlândia tornaram o magistério atraente, captando talentos para ensinar, ao criarem um ambiente de trabalho estimulante. Com a satisfação pessoal e profissional garantidas, o desempenho melhorou em sala de aula.

SALÁRIO E PLANO DE CARREIRA - É indispensável oferecer um plano de carreira aos docentes. Se um jovem professor de matemática de uma escola primária souber que continuará fazendo a mesma coisa daqui a 25 anos, ele não verá perspectivas no seu futuro.

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO - É recomendável avaliar o desempenho dos professores. Países com sistemas educacionais modelares praticam a chamada meritocracia. Recompensam os bons educadores, tiram da sala de aula aqueles que não demonstram vontade e interesse.